Servidores técnico-administrativos da Universidade de São Paulo realizaram, ao longo de quatro dias, uma série de mobilizações no campus de Pirassununga em defesa da isonomia entre as categorias. Os atos começaram no último dia 14 e incluíram panfletagens, passeatas e diálogo com a comunidade.
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Segundo os organizadores, o objetivo foi chamar atenção para a desigualdade de direitos dentro da universidade.
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O estopim para os protestos foi o anúncio da Gratificação por Atividades Complementares Estratégicas (GACE), benefício concedido exclusivamente a docentes. A medida gerou forte insatisfação entre os servidores técnico-administrativos, que afirmam participar diretamente da execução e, em muitos casos, do planejamento de projetos e serviços da instituição.

Representantes do movimento criticam a decisão e defendem tratamento igualitário. Para eles, a concessão do benefício a apenas uma categoria desconsidera o caráter coletivo do funcionamento da universidade.
Os manifestantes também apontam problemas estruturais na gestão da USP. A predominância de docentes em cargos de decisão, segundo o grupo, contribui para políticas voltadas a um único segmento, ampliando a desigualdade interna.
Além da questão salarial, os relatos incluem críticas ao ambiente de trabalho, com menções a situações de desrespeito e possíveis casos de assédio moral dentro da estrutura universitária. Segundo os participantes, a hierarquia acadêmica, em alguns casos, é utilizada para justificar a desvalorização de outras categorias.

O movimento ainda afirma que a distribuição de recursos impacta estudantes. Políticas de permanência estudantil, segundo os servidores, acabam ficando em segundo plano, especialmente para alunos em situação de vulnerabilidade.
As mobilizações em Pirassununga fazem parte de uma série de atos realizados em diferentes campi da USP, tanto na capital quanto no interior. Os organizadores afirmam que a mobilização deve continuar nos próximos dias.
Para mais informações sobre o movimento, os organizadores disponibilizaram o endereço: sites.google.com/usp.br/isonomia-usp.
O Jornal O Movimento entrou em contato com a assessoria de imprensa da Universidade de São Paulo e aguarda um posicionamento oficial sobre a paralisação. O espaço segue aberto para manifestação da instituição.
✍️ Reportagem: Jornalista Toni Oliveira
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