Mães, esposas, donas de casa, trabalhadoras e voluntárias. Por trás dos grandes acontecimentos da história, muitas vezes existem personagens que permaneceram invisíveis. Mas, em 1932, milhares de mulheres paulistas mostraram que a luta pela Constituição também carregava nomes femininos.
No ano em que São Paulo relembra a Revolução Constitucionalista de 1932, o Jornal O Movimento resgata a participação das mulheres pirassununguenses que ajudaram a escrever essa história.
Entre elas estão Anna, Rosa, Maria e Antonieta Devitte, mulheres de Pirassununga que fazem parte do legado de mais de 72 mil voluntárias que participaram do movimento paulista, atuando em diferentes frentes para apoiar os combatentes.
Elas não estavam apenas nos bastidores. Elas estavam na luta.
Enquanto soldados enfrentavam as trincheiras, muitas mulheres assumiram funções essenciais: foram enfermeiras cuidando dos feridos, costureiras produzindo uniformes, cozinheiras preparando alimentos e trabalhadoras nas indústrias responsáveis pela produção de materiais para a revolução.
Outras dedicaram seus esforços ao suporte das famílias dos combatentes, organizando campanhas, arrecadando recursos e garantindo que a estrutura de apoio continuasse funcionando durante o conflito.

A força feminina que a história quase apagou
Por muito tempo, os relatos sobre guerras e revoluções destacaram apenas os homens que empunharam armas. Porém, a Revolução de 1932 revelou uma participação feminina intensa e decisiva.
Foram mulheres que transformaram coragem em ação e mostraram que defender seus ideais também era uma forma de lutar.
Algumas chegaram próximas das linhas de combate, enfrentando os desafios impostos pela época. Muitas outras permaneceram longe dos campos de batalha, mas foram responsáveis por uma missão igualmente importante: manter viva a resistência paulista.
![]()

Pirassununga também tem suas heroínas
A história da Revolução Constitucionalista também passa pelas ruas e famílias de Pirassununga. Os nomes de Anna Devitte, Rosa Devitte, Maria Devitte e Antonieta Devitte representam a memória de mulheres que deixaram sua marca em um momento em que São Paulo pedia uma nova Constituição e mais participação democrática.
Quase 94 anos depois, o exemplo dessas mulheres continua sendo um símbolo de força, coragem e patriotismo.
Uma revolução que mudou os direitos das mulheres
Além do movimento político e militar, a Revolução Constitucionalista de 1932 teve reflexos importantes na história brasileira.
O período contribuiu para o avanço democrático e aconteceu em meio a mudanças que abriram caminho para uma maior participação feminina na política. Em 1933, as mulheres participaram pela primeira vez de uma eleição nacional para a Assembleia Nacional Constituinte.
O direito ao voto feminino avançou até ser consolidado para todas as mulheres pela Constituição de 1946.
Memória que precisa ser preservada
A Revolução de 1932 não foi feita apenas por soldados nas trincheiras. Foi construída também pelas mãos de milhares de mulheres que trabalharam, cuidaram, produziram e resistiram.
Neste 9 de Julho, o Jornal O Movimento homenageia as mulheres de Pirassununga que ajudaram a transformar a história de São Paulo e do Brasil.
Anna, Rosa, Maria e Antonieta Devitte: nomes que merecem ser lembrados.
✍️ Reportagem: Jornalista Toni Oliveira
Jornal O Movimento Há 91 anos, a principal referência em jornalismo na região
( Fica proibida a reprodução total ou parcial, cópia ou distribuição do conteúdo, sem autorização expressa por parte do jornal O Movimento)



Deixe o Seu Cometário