Uma audiência realizada na última quarta-feira (22), na Câmara Municipal de Pirassununga, reuniu autoridades, moradores e organizadores para discutir a realização de uma festa rave prevista para ocorrer nos próximos dias em área rural do município. O encontro lotou o plenário e teve como objetivo esclarecer dúvidas da população sobre o evento.
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A reunião foi conduzida pelo presidente da Câmara, Wallace Bruno, e contou com a participação de representantes do poder público, da segurança e da sociedade civil. Entre os presentes estavam secretários municipais, representantes da Polícia Rodoviária e a organizadora do evento.
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O debate foi motivado por requerimento de vereadores, diante de questionamentos sobre estrutura, licenças, segurança e possíveis impactos da festa. Segundo a organização, a expectativa é de público de até 10 mil pessoas, com cerca de 6 mil ingressos já vendidos.
A produtora responsável informou que o evento terá estrutura com atendimento médico, UTIs móveis, brigadistas e equipe de segurança. Já a Prefeitura, por meio da Secretaria de Planejamento, afirmou que a realização está de acordo com o Plano Diretor e o Código de Posturas, não havendo impedimentos legais.

Um dos principais pontos discutidos foi o possível impacto da festa sobre os animais, especialmente por conta da proximidade com o Canil Municipal. Representantes da causa animal manifestaram preocupação com os efeitos do som em animais domésticos e silvestres.
A advogada Sylvia Thomé, representante do Conselho Municipal de Bem-Estar Animal, afirmou que há preocupação com os impactos e defendeu a realização de diálogo para buscar alternativas. Já a organizadora do evento declarou que testes de som foram realizados, com acompanhamento da Guarda Civil Municipal e sob solicitação do Ministério Público, sem alterações significativas nos níveis de ruído no entorno.
A vereadora Mirelle destacou o potencial turístico da iniciativa, mas ressaltou a necessidade de garantir o cumprimento das normas e o bem-estar animal. Ao final, o presidente da Câmara afirmou que o Legislativo vai acompanhar o caso e cobrar o cumprimento das exigências legais.
O jornal O Movimento tentou contato com a organização, mas não obteve retorno até o momento. O espaço segue aberto para manifestação.
O que é uma rave
Raves são festas de longa duração, geralmente com mais de 12 horas, voltadas à música eletrônica. Os eventos são marcados por dança contínua, iluminação especial e realização em espaços amplos, muitas vezes em áreas abertas ou afastadas dos centros urbanos.
O formato surgiu na década de 1980 e está associado a um movimento cultural que valoriza a experiência coletiva, a liberdade de expressão e a conexão com a música.
Música eletrônica é reconhecida como patrimônio em SP
A música eletrônica foi reconhecida como Patrimônio Cultural Imaterial do Estado de São Paulo por meio da Lei Estadual nº 18.400, sancionada em fevereiro.
A proposta foi apresentada pelo deputado estadual Caio França (PSB) e aprovada pela Assembleia Legislativa. Com isso, o gênero passa a ser considerado uma manifestação cultural relevante, assim como estilos como hip hop, samba e funk.
O caso segue em acompanhamento pelas autoridades e deve continuar gerando discussões nos próximos dias.
✍️ Reportagem: Jornalista Toni Oliveira
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