Menos de um ano após o reajuste da tarifa do transporte coletivo em Pirassununga, moradores denunciam redução de linhas e horários na cidade. A nova tabela divulgada pela Viação Pirassununga, válida desde 21 de maio de 2026, mostra um cenário de menos ônibus circulando e maior dificuldade de locomoção.
Em junho de 2025, a passagem subiu para R$ 4,76, aumento de aproximadamente 48,75%. Na época, o reajuste foi justificado pela promessa de melhorias no sistema, incluindo mais horários, novos itinerários e ampliação do atendimento.
No entanto, a realidade encontrada pelos passageiros é oposta. Diversas linhas foram extintas, entre elas conexões importantes como Terminal x Jardim das Laranjeiras/Santa Isabel, Terminal x Distrito de Caxias e Terminal x AFA via Vila dos Sargentos.
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Além do corte de itinerários, usuários reclamam da redução de horários, principalmente nos períodos de pico. Na Vila Esperança, quatro horários deixaram de operar nos dias úteis. Já o Distrito Industrial segue com apenas um horário diário de atendimento.

A situação se torna ainda mais difícil aos finais de semana e feriados, quando moradores relatam problemas para trabalhar, estudar e acessar serviços essenciais. Para muitos passageiros, a sensação é de estar pagando mais caro por um serviço cada vez menor.
As reclamações sobre o transporte coletivo se acumulam desde a pandemia da Covid-19. Usuários apontam atrasos, superlotação, falhas mecânicas, falta de acessibilidade e precariedade da frota. Casos de panes elétricas e até incêndios em ônibus também aumentaram a preocupação da população.

O reajuste da tarifa segue sendo questionado na Justiça por meio de uma Ação Popular, que contesta a necessidade do aumento diante das condições do serviço prestado. O processo continua em análise e aguarda perícia técnica.
O que disse a Prefeitura
Em nota enviada ao jornal, a Prefeitura de Pirassununga afirmou que “essas questões pontuais sobre a prestação do serviço devem ser dirimidas diretamente com a empresa que explora o serviço de transporte público municipal”.
O jornal também procurou a empresa responsável pelo transporte coletivo e aguarda posicionamento oficial. O espaço segue aberto para manifestação.
✍️ Reportagem: Jornalista Toni Oliveira
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