Um médico de 52 anos foi preso em flagrante após uma operação que revelou um esquema suspeito de armazenamento e possível comercialização irregular de medicamentos em uma clínica no Centro de Leme, na última terça-feira (5). A identidade do profissional não foi divulgada.
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Segundo informações da Secretaria de Segurança Pública, a ação ocorreu durante uma fiscalização conjunta da Polícia Civil com a Vigilância Sanitária — mas, de acordo com apuração, a quantidade e a variedade dos produtos encontrados chamaram a atenção dos agentes, levantando suspeitas de um possível uso fora dos padrões autorizados.
Durante a vistoria, foram apreendidos diversos medicamentos de procedência duvidosa, incluindo ampolas armazenadas de forma inadequada, algumas sem qualquer identificação. Também foram localizadas substâncias de alto valor e uso controlado, como tirzepatida (conhecida comercialmente como Mounjaro), semaglutida e testosterona, frequentemente associadas a tratamentos específicos e que exigem rigoroso controle sanitário.
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Fontes ligadas à fiscalização apontam que parte dos produtos tinha origem estrangeira e não apresentava comprovação de regularização no Brasil, o que pode agravar a situação do investigado.
O médico foi encaminhado à delegacia, onde o caso foi registrado como descaminho e por crimes relacionados à falsificação, adulteração ou alteração de produtos medicinais, conforme previsto na legislação.
Denúncia partiu da Saúde
De acordo com a Prefeitura de Leme, a investigação começou após uma denúncia recebida pelo Núcleo de Vigilância Sanitária. No local, fiscais identificaram irregularidades em desacordo com normas da Agência Nacional de Vigilância Sanitária, o que motivou o acionamento imediato da Polícia Civil.
A Vigilância Sanitária informou que, após o envolvimento policial, o caso passa a ser conduzido na esfera criminal pela Secretaria de Segurança Pública, enquanto o órgão municipal segue responsável por medidas administrativas, como análise de licenças e possíveis sanções ao estabelecimento.
As investigações continuam e devem avançar sobre a origem dos medicamentos, a cadeia de fornecimento e possíveis outros envolvidos no esquema, o que pode ampliar o alcance do caso nos próximos dias.
✍️ Reportagem: Jornalista Toni Oliveira
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