A apreensão de drogas sintéticas durante uma rave em Pirassununga reacende o alerta para o avanço da metanfetamina, conhecida popularmente como “crack de rico” pelo alto custo e forte poder de dependência.
Produzida a partir da efedrina e desenvolvida originalmente no Japão, a metanfetamina é um psicoestimulante potente que atua diretamente no sistema nervoso central. Em sua forma mais comum, aparece como cristais — o chamado “ice” (cloridrato de metanfetamina cristalizado) — podendo ser fumado, inalado, ingerido ou até injetado.
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Os efeitos são intensos: euforia extrema, aumento da energia, aceleração dos batimentos cardíacos e da pressão arterial, além de alucinações e perda de inibição. Por outro lado, o uso frequente pode provocar psicose, paranoia, ideações suicidas e até infarto, além de danos irreversíveis ao cérebro.
A droga também tem sido associada ao chamado “chemsex”, prática em que substâncias são usadas para prolongar e intensificar relações sexuais — o que amplia os riscos físicos e comportamentais.
Com preço elevado — entre R$ 150 e R$ 300 o grama —, a metanfetamina ganhou o apelido de “crack dos ricos”, embora seu potencial destrutivo atinja qualquer perfil social. Especialistas apontam que ela está entre as drogas com maior capacidade de gerar dependência, com usuários necessitando de doses cada vez maiores.
Também conhecida como “ice”, “speed”, “cristal”, “meth”, “crystal meth” e “Tina”, a substância tem circulação crescente no Brasil, principalmente em ambientes festivos.
Operação e apreensão em rave
Uma operação de fiscalização realizada pela Polícia Militar na tarde deste sábado (2) resultou na apreensão de diferentes tipos de drogas na zona rural de Pirassununga.
A ocorrência foi registrada por volta das 14h13, no km 3 da Rodovia SP-201 — Prefeito Euberto Nemésio Pereira de Godoy, nas proximidades do acesso ao bairro Muriçoca, onde acontecia uma festa do tipo rave nas imediações do Canil Municipal.




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