O teste do pezinho realizado em São Paulo passou a incluir a detecção da Atrofia Muscular Espinhal (AME). A medida abrange as redes pública e privada e não exige uma nova coleta de sangue.
O exame é feito entre o 2º e o 5º dia de vida. Segundo o governo estadual, a ampliação terá investimento anual de R$ 20,8 milhões.
Como funciona o exame
A análise inicial será realizada pelo Instituto Jô Clemente, com participação dos Hospitais das Clínicas da Unicamp e de Ribeirão Preto.
Em caso de suspeita, o bebê será encaminhado a um centro especializado para confirmação do diagnóstico.
Com a mudança, o teste passa a rastrear oito doenças: AME, fenilcetonúria, hipotireoidismo congênito, doença falciforme e outras alterações da hemoglobina, fibrose cística, hiperplasia adrenal congênita e deficiência de biotinidase.
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Importância do diagnóstico precoce
A AME é uma doença genética degenerativa que compromete os neurônios motores e provoca perda progressiva da força muscular. A identificação precoce permite iniciar o tratamento antes do avanço dos sintomas, reduzindo o risco de limitações graves.
Dados do Instituto Nacional da Atrofia Muscular Espinhal (Iname) apontam mais de 2,1 mil pessoas cadastradas com a doença no Brasil. São Paulo reúne 582 registros, seguido por Minas Gerais, com 197.
Com a inclusão paulista, sete estados brasileiros oferecem o rastreamento da AME ao nascimento, segundo as informações divulgadas.
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✍️ Reportagem: Jornalista Toni Oliveira
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