Os campi da Universidade de São Paulo, incluindo a unidade de Pirassununga, devem registrar, na próxima terça-feira (14), um dia de paralisação e mobilização de funcionários técnico-administrativos.
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Em nota ao Jornal O Movimento, os organizadores afirmaram que o movimento tem como objetivo chamar atenção para a valorização da categoria e para as condições de trabalho dentro da instituição. Segundo o grupo, a manutenção de uma universidade pública e de excelência depende de uma atuação integrada, na qual os servidores técnico-administrativos exercem papel fundamental nos bastidores de atividades acadêmicas, científicas e sociais.
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Entre os exemplos citados está a atuação da universidade durante a pandemia, com a realização de testes de Covid-19 no campus de Pirassununga, além de programas de extensão voltados à comunidade, como iniciativas para a terceira idade.

Apesar disso, os trabalhadores apontam falta de isonomia em relação ao corpo docente, destacando diferenças em critérios de carreira, benefícios e condições de trabalho.
Entre as principais reivindicações estão:
- • Carreira de verdade: Docentes têm progressão estabelecida e objetiva. Funcionários vivem de processos esporádicos, com recursos minguados e avaliações subjetivas que não premiam o esforço real.
- • Privilégio no calendário: Docentes são isentos de compensar horas de pontes e recessos. Nós, funcionários, pagamos cada minuto e ainda sofremos descontos no vale-refeição.
- • Orçamento seletivo: sempre “aparece” verba para gratificação e carreira docente. Para os funcionários, o discurso é sempre de “crise” e “limite orçamentário”.
O movimento também destaca pautas mais amplas, como a defesa de melhores condições para trabalhadores terceirizados e o apoio à permanência estudantil, incluindo bolsas, moradia e alimentação.
Para os organizadores, a paralisação representa um alerta sobre a importância da valorização interna para manter a qualidade reconhecida da universidade. Segundo eles, a excelência acadêmica só se sustenta com condições adequadas de trabalho para todos os profissionais envolvidos.
A Universidade de São Paulo conta com mais de 5.300 professores e cerca de 12.600 funcionários técnico-administrativos, segundo dados de 2024 divulgados pela própria instituição.



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