Eduarda Campopiano (PL), de 23 anos, foi a candidata a deputada estadual mais votada em Pirassununga nas eleições de 2026, com 5.005 votos. No resultado estadual, a candidata somou 1.953.790 votos em São Paulo, com 100% das urnas apuradas, segundo os resultados da eleição.
A votação ampliou a projeção da candidata, que construiu sua carreira política em Praia Grande, no litoral paulista, e ganhou notoriedade nas redes sociais.
Natural de Campinas (SP), Campopiano entrou na política institucional nas eleições municipais de 2024, quando foi eleita vereadora de Praia Grande, aos 21 anos, com 3.583 votos.
Dois anos depois, deixou o Legislativo municipal para disputar uma vaga na Assembleia Legislativa de São Paulo.
Da Câmara de Praia Grande à Alesp
Durante o mandato como vereadora, entre 2025 e 2026, Campopiano apresentou 20 projetos de lei.
Entre as propostas está a criação de um programa de prevenção à violência doméstica contra crianças e adolescentes. Ela também apresentou projeto que estabelece restrições à nomeação ou contratação, para determinados cargos e empregos públicos, de pessoas condenadas por crimes sexuais contra crianças e adolescentes.
A atuação no Legislativo municipal foi acompanhada por uma estratégia de forte presença nas redes sociais.
Mais de 2 milhões de seguidores
Campopiano acumula mais de 2 milhões de seguidores nas redes sociais, onde publica vídeos sobre política e temas ligados ao conservadorismo.
No perfil oficial, ela se descreve como “a maior inimiga das feministas de São Paulo”.
A parlamentar também ganhou visibilidade por declarações críticas a pautas do movimento feminista. Em vídeos publicados nas redes sociais, já questionou o uso do termo “feminicídio” e afirmou que um homem não necessariamente mata uma mulher por ela ser mulher.
Campopiano também se posicionou contra o chamado PL da Misoginia, proposta que pretende alterar a legislação brasileira para criminalizar determinadas condutas relacionadas ao ódio ou à aversão contra mulheres.
Ao criticar o projeto, afirmou que a proposta poderia criminalizar “sentimentos, piadas e crenças” e fez críticas ao movimento feminista.
Pautas conservadoras
A deputada eleita se apresenta como conservadora e cristã.
Entre os posicionamentos que já tornou públicos estão a oposição ao aborto e o apoio à redução da maioridade penal.
Campopiano também é contrária à política de cotas em concursos públicos e universidades.
Essas posições fazem parte da identidade política que a parlamentar construiu durante sua trajetória e nas redes sociais.
Proximidade com Lucas Pavanato
Durante a campanha, Campopiano teve o apoio político de Lucas Pavanato (PL), vereador de São Paulo que também foi eleito deputado federal em 2026.
Pavanato é conhecido pela atuação nas redes sociais e pela defesa de pautas conservadoras. A parceria entre os dois contribuiu para ampliar o alcance da candidatura de Campopiano fora de sua base eleitoral em Praia Grande.
O resultado
Com 5.005 votos, Campopiano terminou como a candidata a deputada estadual mais votada no município.
No conjunto do estado, chegou a 1.953.790 votos, conforme a apuração eleitoral.
O resultado chama atenção porque a parlamentar não tem origem política na cidade. Sua trajetória eleitoral começou em Praia Grande, onde foi eleita vereadora em 2024.
Uma ascensão rápida
A eleição para a Alesp marca uma rápida ascensão na carreira política de Campopiano.
Ela foi eleita vereadora aos 21 anos e, aos 23, chega à Assembleia Legislativa de São Paulo.
Na nova função, deverá levar para o Legislativo estadual pautas que marcaram sua passagem pela Câmara de Praia Grande e sua atuação nas redes sociais, especialmente temas relacionados à segurança pública, proteção de crianças e adolescentes e pautas conservadoras.



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