Quem olhou para o céu na noite desta quarta-feira (17) foi presenteado com um verdadeiro espetáculo astronômico. O alinhamento entre a Lua crescente e os planetas Vênus, Júpiter e Mercúrio chamou a atenção de moradores da região, que registraram o fenômeno em fotos e vídeos compartilhados nas redes sociais.
O astro que mais se destacou foi Vênus, conhecido por ser o planeta mais brilhante visível a olho nu. A proximidade aparente entre o planeta e a Lua crescente despertou a curiosidade e o encantamento de quem acompanhou a cena.
Para quem perdeu o fenômeno, há uma boa notícia: o alinhamento poderá ser observado novamente na noite desta quinta-feira (18), desde que as condições climáticas permitam uma boa visibilidade do céu.
Alinhamento é considerado raro
De acordo com especialistas, a presença simultânea de três planetas alinhados com a Lua é um evento menos comum do que os alinhamentos planetários tradicionais, que costumam ocorrer em intervalos de 12 a 15 meses.
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Neste caso, Mercúrio, Júpiter, Vênus e a Lua apareceram praticamente enfileirados no céu, formando uma configuração pouco frequente. O fenômeno acontece porque esses corpos celestes se movem em velocidades diferentes, mas, vistos da Terra, podem aparentar estar muito próximos uns dos outros.
Por que os astros parecem alinhados?
A explicação está na própria estrutura do Sistema Solar. Os planetas visíveis a olho nu orbitam o Sol em trajetórias muito próximas ao plano da órbita terrestre. A Lua também percorre uma região semelhante.
Por isso, quando observados da Terra, esses corpos parecem seguir praticamente o mesmo caminho no céu, conhecido como eclíptica. É nessa faixa celeste que também estão localizadas as constelações do zodíaco.
O resultado é um efeito visual impressionante, que dá a sensação de que os astros estão formando um corredor luminoso acima do horizonte.
Velocidades diferentes criam o espetáculo
Apesar de seguirem trajetórias semelhantes, cada astro se desloca em uma velocidade distinta.
A Lua é a que apresenta o movimento mais perceptível de um dia para o outro. Já os planetas se movem mais lentamente, cada um em seu próprio ritmo orbital. Por isso, as configurações de proximidade surgem e desaparecem ao longo dos dias.
Quando esses corpos celestes coincidem em posições semelhantes vistas da Terra, ocorre o alinhamento que encantou observadores e fotógrafos na região.
Como observar
Para ter a melhor experiência, a recomendação é procurar locais com pouca iluminação artificial e observar o céu logo após o pôr do sol, na direção oeste. Não é necessário o uso de telescópios ou binóculos, embora os equipamentos possam proporcionar uma visualização ainda mais detalhada dos astros.
O fenômeno reforça o fascínio que os eventos astronômicos exercem sobre o público e mostra que, muitas vezes, basta olhar para o céu para encontrar um espetáculo da natureza.
✍️ Reportagem: Jornalista Toni Oliveira
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