A Universidade de São Paulo (USP) inaugurou, em Pirassununga, uma planta solar heliotérmica voltada à geração de eletricidade e calor para uso na agroindústria. A informação foi divulgada pela Assessoria de Imprensa da universidade ao Jornal O Movimento.
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O projeto foi desenvolvido pela Faculdade de Zootecnia e Engenharia de Alimentos (FZEA) e representa um avanço na pesquisa de energia solar térmica no Brasil, área ainda pouco explorada no setor industrial, apesar do alto potencial do país.
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Como funciona a tecnologia
O sistema heliotérmico utiliza espelhos móveis (heliostatos) que acompanham o movimento do sol e direcionam a radiação para um receptor instalado no topo de uma torre de cerca de 40 metros de altura.
Ao concentrar os raios solares, o equipamento atinge temperaturas próximas de 600°C, aquecendo um fluido térmico que gera vapor e movimenta uma turbina responsável pela produção de energia elétrica.
Diferente dos sistemas fotovoltaicos, a tecnologia permite também o uso do calor gerado, possibilitando a chamada cogeração de energia.

Capacidade e investimento
A planta conta inicialmente com 20 heliostatos, podendo chegar a até 143 unidades, em uma área de aproximadamente 10 mil metros quadrados. A capacidade estimada é de 70 kW elétricos e 210 kW térmicos.
O projeto levou cerca de uma década para ser desenvolvido e recebeu investimento aproximado de R$ 20 milhões, com participação de mais de 65 empresas, sendo 80% da tecnologia produzida no Brasil.
Aplicação na agroindústria
A proposta é utilizar a energia gerada em processos industriais, como secagem, refrigeração e pasteurização, além de abastecer estruturas do próprio campus.
A expectativa é que a planta passe a fornecer energia ao matadouro-escola da FZEA, demonstrando a viabilidade do uso de energia limpa em cadeias produtivas importantes.

Transição energética e expansão
Segundo a USP, a tecnologia heliotérmica permite armazenamento térmico, o que possibilita a geração de energia mesmo sem sol, reduzindo a dependência de fontes tradicionais e ampliando a estabilidade da matriz energética.
O objetivo é desenvolver modelos menores e mais acessíveis, com tecnologia nacional, para que possam ser replicados em diferentes regiões do país, contribuindo para a geração de energia limpa, emprego e renda.



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