A influenciadora Natália Fabiana de Freitas, conhecida como Natália Becker, não deve ir a júri popular após a Justiça de São Paulo reclassificar o crime pelo qual ela é acusada pela morte do empresário Henrique Silva Chagas, de 27 anos, conhecido como Rick Chagas.
📱 Siga o O Movimento no Instagram
A decisão alterou a acusação de homicídio com dolo eventual para homicídio culposo, quando não há intenção de matar. Com isso, o caso deixa de ser julgado pelo Tribunal do Júri, reservado apenas para crimes dolosos contra a vida.
= continua após a publicidade =

Em sentença proferida no dia 17 de março, o juiz Antonio Carlos Pontes de Souza, da 1ª Vara do Júri da Capital, desclassificou a conduta da ré, que inicialmente respondia por homicídio doloso.
O Ministério Público de São Paulo (MPSP) apresentou recurso contra os efeitos da decisão. O pedido foi acolhido pela Justiça, mas o caso ainda aguarda novo julgamento, após o posicionamento da defesa da acusada.
Rick Chagas, que morava em Pirassununga (SP), morreu após realizar um procedimento de peeling de fenol em uma clínica na cidade de São Paulo.

Inicialmente, a influenciadora havia se tornado ré por homicídio doloso em setembro de 2024, sob o entendimento de que teria assumido o risco de causar a morte ao realizar o procedimento.
Desde então, Natália responde em liberdade, mas cumpre medidas cautelares, como a proibição de frequentar a clínica e de exercer atividades como esteticista.
A Prefeitura de São Paulo já havia interditado o Studio Natalia Becker por falta de autorização para realizar os tratamentos oferecidos.
Relembre o caso
O empresário morreu no dia 3 de junho de 2024, após sofrer uma parada cardiorrespiratória durante o procedimento realizado no bairro do Campo Belo, na zona sul da capital.
Segundo o laudo, a causa da morte foi um edema pulmonar agudo provocado pela inalação de fenol, substância utilizada no tratamento estético.

A influenciadora afirmou que aprendeu a técnica por meio de um curso online e, nas redes sociais, se apresentava como especialista em procedimentos estéticos.
Após o caso, o perfil da influenciadora, que tinha mais de 233 mil seguidores, foi retirado do ar. Em depoimento, ela afirmou que a morte do paciente “foi uma fatalidade”.
O jornal O Movimento procurou a defesa da influenciadora. O espaço segue aberto para manifestação.
✍️ Reportagem: Jornalista Toni Oliveira
📲 Faça uma denúncia ou sugira uma reportagem sobre Pirassunungae região por meio do WhatsApp do jornal O Movimento: (19) 98250-6789.
Jornal O Movimento Há 91 anos, a principal referência em jornalismo na região
( Fica proibida a reprodução total ou parcial, cópia ou distribuição do conteúdo, sem autorização expressa por parte do jornal O Movimento)



Deixe o Seu Cometário