Créditos da imagem: Reprodução – Suzane von Richthofen e Miguel Abdala Netto. Cr
Por Agência O Movimento — O médico Miguel Abdala Netto, de 76 anos, tio de Suzane von Richthofen, foi encontrado morto em São Paulo e sepultado na terça-feira (13), em Pirassununga, em uma cerimônia restrita, sem a presença de familiares e acompanhada por apenas uma pessoa. O cenário reforçou o isolamento vivido por ele nos últimos anos.
Ele pertencia à tradicional família Abdala na cidade, conhecida por sua atuação histórica na área médica e social.
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A única presença no cemitério foi de Silvia Magnani, prima de primeiro grau do médico. Os dois mantiveram um relacionamento por cerca de 14 anos, e ela ficou responsável por liberar o corpo e organizar o funeral.
“Só estava eu no cemitério”, relatou Silvia ao jornalista Ullisses Campbell, de O Globo.

De acordo com ela, o sepultamento foi simples e ficou distante do desejo manifestado por Miguel em vida. O médico queria ser enterrado junto da mãe e dos avós, o que acabou não sendo autorizado.
Briga judicial começou antes do sepultamento
A morte de Miguel desencadeou uma disputa judicial entre Suzane von Richthofen, condenada a 39 anos de prisão pelo assassinato dos próprios pais, e Silvia Magnani. O patrimônio deixado pelo médico é estimado em cerca de R$ 5 milhões.
Legado e trajetória
Miguel Abdala Netto era ginecologista e obstetra e manteve a tradição da família Abdala na medicina, uma das mais conhecidas de Pirassununga. Ele era filho de Miguel Abdalla e de uma das irmãs de Margot Abdalla, mãe de Suzane von Richthofen, o que consolidou o prestígio da linhagem na região.
Além da atuação médica, a família Abdala é reconhecida historicamente na cidade pelo envolvimento em causas sociais e pela participação na fundação de instituições locais, deixando marcas na vida comunitária de Pirassununga.
Apesar do renome, vizinhos e conhecidos relataram que Miguel vivia de forma reclusa nos últimos anos, especialmente após o crime cometido pela sobrinha em 2002, episódio que teria provocado um processo de afastamento e isolamento entre os membros remanescentes da família.
O sepultamento no jazigo da família, em Pirassununga, reforça o vínculo histórico do médico com a cidade natal, em contraste com a despedida marcada pela ausência de familiares no momento do enterro.
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O conflito teve início antes mesmo do enterro, quando as duas tentaram liberar o corpo na delegacia e no Instituto Médico Legal (IML), em São Paulo. Silvia obteve a autorização primeiro, o que permitiu a realização do sepultamento em Pirassununga.
✍️ Reportagem: Jornalista Toni Oliveira
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