Nativa FM 93.1

Tambaú é alvo de operação contra fabricação ilegal de armas com impressoras 3D

Créditos da imagem: Divulgação/Baep

Uma operação conjunta da Polícia Militar e do Ministério Público do Estado de São Paulo, por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), resultou na prisão de dois homens e uma mulher suspeitos de integrar uma organização criminosa especializada na fabricação e comercialização ilegal de armas produzidas com impressoras 3D.

📱 Siga o O Movimento no Instagram

A ação, batizada de “Operação Arma Fantasma”, foi realizada nesta quinta-feira (12) e teve mandados de prisão e de busca e apreensão cumpridos em várias cidades do interior paulista, incluindo Tambaú (SP), além de Piracicaba (SP), Rio das Pedras (SP) e Saltinho (SP).

Foto: Divulgação/Baep

De acordo com as autoridades, a operação foi conduzida por policiais do 10º Batalhão de Ações Especiais de Polícia (Baep) em conjunto com promotores do Gaeco, após investigações que apontaram a atuação do grupo na produção e venda clandestina de armamentos, especialmente no interior de São Paulo.

= continua após a publicidade =

Segundo a Polícia Militar, os investigados utilizavam impressoras 3D para fabricar armas e também acessórios utilizados em armamentos, tecnologia que permite produzir peças com relativa facilidade e que pode acabar abastecendo atividades criminosas na região.

Durante a operação, além das prisões, as equipes também cumpriram mandados de busca com o objetivo de localizar e apreender equipamentos utilizados na fabricação das armas, além de outros materiais que possam servir como prova para o avanço das investigações.

“O objetivo é prender os responsáveis pela fabricação, bem como apreender os equipamentos utilizados na produção das armas. Também coletar novas provas, contribuindo para o avanço das investigações e para a responsabilização dos envolvidos”, informou a Polícia Militar em nota.

Foto: Divulgação/Baep

Armas podem ter sido vendidas para vários estados

A apuração das autoridades indica que o material produzido pelo grupo foi negociado com dezenas de compradores em diferentes estados do país. Agora, a polícia trabalha para identificar quem adquiriu os armamentos e se as armas estavam sendo utilizadas para abastecer o crime organizado.

Entre as linhas de investigação está a possibilidade de que o armamento clandestino tenha sido utilizado por grupos ligados ao tráfico de drogas e até milícias, ampliando o alcance da organização criminosa.

Os suspeitos presos na operação podem responder por crimes como organização criminosa, lavagem de dinheiro e comércio ilegal de armas de fogo, além de outras acusações que podem surgir no decorrer das apurações.

As investigações continuam para identificar outros integrantes do esquema, possíveis compradores e o destino final das armas produzidas com tecnologia de impressão 3D. Novas fases da operação não estão descartadas pelas autoridades.

= continua após a publicidade =

A investigação continua para identificar possíveis compradores das armas e verificar se o armamento já foi utilizado em crimes na região.

VÍDEO: 

✍️ Reportagem: Jornalista Toni Oliveira

📲 Faça uma denúncia ou sugira uma reportagem sobre Pirassunungae região por meio do WhatsApp do jornal O Movimento: (19) 98250-6789.

Jornal O Movimento  Há 91 anos, a principal referência em jornalismo na região

( Fica proibida a reprodução total ou parcial, cópia ou distribuição do conteúdo, sem autorização expressa por parte do jornal O Movimento)

Compartilhe este artigo
Estadão Conteúdo

Estadão Conteúdo