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Justiça determina saída de restaurantes de área pública em Cachoeira de Emas

Créditos da imagem: Reprodução/Tripadvisor

A Justiça determinou a desocupação imediata de três imóveis no distrito de Cachoeira de Emas, em Pirassununga (SP), após identificar o descumprimento de uma decisão anterior de reintegração de posse.

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Os imóveis já haviam sido reintegrados ao poder público e lacrados em 2008, mas uma vistoria realizada em novembro de 2025 constatou que estavam novamente ocupados e em funcionamento.

Segundo a decisão, os espaços abrigam os restaurantes Restaurante César, Restaurante Cantinho do Peixe e Restaurante K-Peixe, que operavam normalmente no momento da inspeção.

A Justiça classificou o caso como grave, destacando o rompimento dos lacres e a retomada irregular da posse, o que configura descumprimento de ordem judicial.

Com isso, foi determinada a desocupação imediata, com autorização para uso de força policial, se necessário. Também foi ordenada a nova lacração dos imóveis, com alerta de que qualquer violação poderá ser considerada crime.

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A decisão prevê ainda multa diária de R$ 500, limitada a R$ 10 mil por ocupante, em caso de descumprimento.

Após a ação, o Oficial de Justiça deverá registrar detalhadamente o cumprimento da ordem, identificando ocupantes e bens encontrados no local.

Entenda o caso

O processo começou em 2007 e envolve a posse de imóveis pertencentes ao Estado.

Em 2010, a Prefeitura de Pirassununga passou a administrar as áreas por meio de concessão, permitindo a reabertura dos estabelecimentos após licitação.

No entanto, o contrato venceu em 19 de novembro de 2025 e, desde então, não houve nova licitação nem medidas para regularizar a situação, tornando a ocupação irregular.

Outros pontos

A Justiça também determinou a substituição de um dos réus falecidos pelo espólio, garantindo a continuidade do processo.

O caso segue em tramitação.

O jornal procurou a Prefeitura de Pirassununga e solicitou um posicionamento oficial sobre a decisão. Entre os questionamentos encaminhados estão:
qual a posição da administração sobre a decisão judicial;
se haverá apoio às medidas determinadas pela Justiça;
se existe acompanhamento do município em relação aos comerciantes afetados;
— e quais providências estão sendo adotadas diante do caso.

Até o momento, a reportagem aguarda retorno. O espaço segue aberto para manifestação da Prefeitura e dos responsáveis pelos estabelecimentos citados.

✍️ Reportagem: Jornalista Toni Oliveira

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