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No Dia Mundial da Síndrome de Down, celebrado em 21 de março, o debate sobre inclusão ganha destaque com um ponto ainda pouco discutido: a participação no esporte.
De acordo com estimativas, 1 a cada 700 crianças nasce com Síndrome de Down, mas a presença desse público em atividades esportivas ainda é limitada. Para especialistas e famílias, o problema não está na falta de interesse, mas sim na ausência de estrutura, orientação e ambientes preparados.
Na prática, a exclusão aparece em obstáculos como falta de profissionais capacitados, espaços pouco adaptados e receio de julgamento, o que dificulta o acesso regular ao esporte.
Estudos indicam que a prática esportiva pode trazer benefícios importantes, como desenvolvimento motor, cognitivo e social, além de estimular autonomia, disciplina e convivência. No entanto, esses ganhos dependem diretamente de acesso e inclusão efetiva.
Diante desse cenário, o deputado Felipe Franco apresentou o Projeto de Lei 154/2024, que propõe a criação de uma campanha permanente de orientação e conscientização para incentivar a integração de pessoas com Síndrome de Down no esporte no estado de São Paulo.
A proposta prevê que o poder público possa promover ações contínuas, com foco no desenvolvimento cognitivo e comportamental, além de estabelecer diretrizes para regulamentação após a aprovação.
Para o parlamentar, a inclusão precisa ser tratada como prioridade. “Se o esporte é ferramenta de saúde, aprendizado e pertencimento, ele precisa estar aberto para todos”, defende.
A iniciativa busca ampliar o acesso e reforçar que a inclusão não deve se limitar a datas simbólicas, mas fazer parte do cotidiano, com políticas públicas efetivas e oportunidades reais.
Informações: ASCOM
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