Créditos da imagem: Miguel Schincariol/AFP
Lideranças de caminhoneiros decidiram, em assembleia realizada nesta quinta-feira (19), no Sindicato dos Caminhoneiros da Baixada Santista (Sindicam), em Santos (SP), não realizar paralisação da categoria.
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A decisão foi tomada após reunião com representantes de diversas associações, que analisaram o cenário diante da alta no preço do diesel e da defasagem nos valores dos fretes.
Apesar da insatisfação, entidades como a Associação Brasileira dos Condutores de Veículos Automotores (Abrava) e o próprio Sindicam optaram por manter o diálogo com autoridades e acompanhar a evolução dos preços dos combustíveis, sem iniciar greve no momento.
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A possibilidade de paralisação vinha sendo discutida e chegou a preocupar o governo federal, especialmente pelo histórico de mobilizações da categoria que já impactaram o abastecimento no país em outros períodos.
Segundo lideranças do setor, o aumento do diesel segue como principal ponto de pressão, reduzindo a rentabilidade dos caminhoneiros e agravando a crise enfrentada pela categoria.
Governo endurece regras sobre frete
Diante das pressões, o governo federal publicou nesta quinta-feira a Medida Provisória nº 1.343/2026, com foco em reforçar a fiscalização do piso mínimo do frete e ampliar a proteção aos caminhoneiros.
A medida altera a Lei nº 13.703/2018 e passa a exigir o Código Identificador da Operação de Transporte (CIOT) em todas as operações, com detalhamento dos valores pagos e do piso aplicado.
Com isso, a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) poderá intensificar a fiscalização e até impedir operações que estejam abaixo do valor mínimo estabelecido.
A medida já está em vigor, mas precisa ser analisada pelo Congresso Nacional em até 120 dias para não perder a validade. Nesse período, o texto pode ser mantido, alterado ou rejeitado.
✍️ Reportagem: Jornalista Toni Oliveira
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