Créditos da imagem: Valter Campanato/Agência Bras – Greve de 2018 durou 11 dias e causou prejuízos.
Por Agência O Movimento — Caminhoneiros de várias regiões do Brasil articulam uma paralisação nacional marcada para a próxima quinta-feira (4/12). Lideranças afirmam que o movimento não tem caráter político-partidário e que a mobilização busca pressionar por melhorias nas condições de trabalho e mudanças no setor de transporte rodoviário.
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Daniel Souza, caminhoneiro, influenciador digital e um dos articuladores da greve de 2018, afirma que a categoria enfrenta “uma realidade precária”, com baixa remuneração, dificuldades para cumprir exigências legais e falta de segurança nas estradas.
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O presidente da Associação Catarinense dos Transportadores Rodoviários de Cargas (ACTRC), Janderson Maçaneiro, conhecido como Patrola, diz que há forte insatisfação entre os motoristas e aposta em grande adesão ao movimento.
O Sindicam de Ourinhos confirmou ao jornal O Movimento que apoiará caminhoneiros que decidirem parar. Junior, liderança nacional da greve de 2018 e integrante do Sindicam de Ourinhos, também vem divulgando a paralisação em suas redes sociais.
O jornal O Movimento também entrou em contato com o Sindicato dos Transportadores Autônomos de Carga de Porto Ferreira e Região (Sindicam). A entidade informou que não irá se manifestar sobre a paralisação prevista para quinta-feira (4/12).
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Apesar da mobilização, há divergências. Caminhoneiros autônomos da Baixada Santista afirmam que não houve assembleias ou votação para validar a paralisação. Marcelo Paz, presidente da Cooperativa dos Caminhoneiros Autônomos do Porto de Santos (CCAPS), defende que qualquer decisão seja tomada de forma coletiva.
Pautas obtidas pelo jornal O Movimento
O jornal O Movimento teve acesso à lista das principais demandas apresentadas pela categoria. Entre os pontos defendidos estão:
- Estabilidade contratual para caminhoneiros, com garantia de cumprimento das leis e impedimento de recusa de contratação sem justificativa.
- Reestruturação do Marco Regulatório do Transporte de Cargas.
- Anistia total a todos os envolvidos em manifestações nos últimos dez anos, incluindo perdão presidencial e desbloqueio de contas e bens.
- Manutenção do piso mínimo do frete e aumento para veículos de 9 eixos.
- Congelamento das dívidas de caminhoneiros autônomos por 12 meses, com possibilidade de refinanciamento em até 120 meses.
- Isenção de pesagem entre eixos.
- Aposentadoria especial após 25 anos de atividade comprovada.
- Cumprimento integral da lei do eixo erguido nos pedágios.
- Linha de crédito de até R$ 200 mil para caminhoneiros autônomos, inclusive negativados.
- Construção de pontos de parada e descanso nas rodovias.
- Anistia administrativa a todos os envolvidos em movimentos anteriores.
- Participação de lideranças da categoria em cargos políticos e destinação de 30% das cargas de estatais para caminhoneiros autônomos.
- Subsídio ao óleo diesel e redução da mistura obrigatória de biodiesel.
- Criação de escolas técnicas do transporte, voltadas aos filhos de transportadores.
- Criação da Justiça do Transporte, para julgar exclusivamente temas do setor.
- Isenção de IPI para renovação de frota por autônomos.
- Suspensão imediata da Lei do Descanso (13.103/2015) e anistia das multas aplicadas, sob argumento de falta de pontos de parada adequados no país.
A adesão ao movimento deve variar entre regiões, e não há consenso nacional sobre a paralisação. Lideranças, porém, afirmam que a mobilização deve ganhar força até o dia marcado.
O governo federal ainda não se manifestou sobre a paralisação anunciada.
O Jornal O Movimento segue acompanhando os desdobramentos da mobilização em nível nacional.
✍️ Reportagem: Jornalista Toni Oliveira
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