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Brasileira de Pirassununga é condenada a 3 anos por tráfico de pessoas no Reino Unido

Créditos da imagem: Divulgação/Ministério do Interior- Ana Lucia Martins.

Por Agência O Movimento —  A brasileira Ana Lúcia Martins, de 50 anos, natural de Pirassununga (SP) e residente em Luton, na Inglaterra, foi condenada a três anos de prisão por liderar um esquema de tráfico de pessoas e facilitação de imigração ilegal no Reino Unido.

A sentença foi proferida em fevereiro de 2026 no Old Bailey, tradicional tribunal criminal de Londres. Ela havia se declarado culpada em dezembro do ano passado.

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Promessas de emprego e salário de até £ 400 por semana

Conforme apurou o jornal O Movimento, Ana Lúcia utilizava sua empresa de limpeza como fachada para recrutar brasileiros no Brasil. As vítimas eram atraídas com promessas de emprego formal, ganhos de até £ 400 por semana e auxílio para regularização migratória.

Ao chegarem ao Reino Unido, no entanto, encontravam uma realidade diferente da anunciada.

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Jornadas exaustivas e mudanças frequentes de endereço

De acordo com as investigações, os trabalhadores eram submetidos a jornadas de até 12 horas diárias, sem pausas adequadas para alimentação ou água. As vítimas viviam sob ameaças e controle constante, segundo as autoridades.

Para evitar a atuação dos órgãos de fiscalização, o grupo era transferido entre diferentes acomodações alugadas por meio da plataforma Airbnb a cada 15 dias, estratégia que dificultava o rastreamento.

Investigação durou quatro anos

O caso foi investigado ao longo de quatro anos por agentes de imigração do Home Office, órgão responsável pelas políticas migratórias e de segurança interna do Reino Unido.

As autoridades britânicas afirmaram que a condenação reforça o compromisso do país no combate a redes de tráfico de pessoas e exploração de imigrantes sob falsas promessas de trabalho.

Itamaraty acompanha o caso

Procurado pelo jornal O Movimento, o Ministério das Relações Exteriores informou, por meio do Consulado-Geral do Brasil em Londres, que tem conhecimento do caso e presta a assistência consular cabível à brasileira.

O jornal O Movimento tentou identificar e contatar a defesa de Ana Lúcia Martins, mas não conseguiu localizar representantes legais da condenada até a publicação desta reportagem. O espaço permanece aberto para eventual manifestação da defesa.

O jornal O Movimento também entrou em contato com a plataforma Airbnb, responsável pelas acomodações alugadas, mas não obteve retorno até a publicação desta reportagem.

O caso acende alerta para brasileiros que buscam oportunidades de trabalho no exterior e evidencia os riscos de propostas informais intermediadas por pessoas físicas ou empresas sem comprovação legal.

✍️ Reportagem: Jornalista Toni Oliveira

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Redação

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