Créditos da imagem: Divulgação/Abic I Do lado esquerdo o produto falsificado e do lado direito a marca conceituada e tradicional, Matéria-prima apreendida pelo Ministério do Agricultura em estabelecimentos que produzem "pó sabor café" — Foto: Ministério da Agricultura/Divulgação
A alta no preço do café nos últimos meses é um grande desafio para os amantes da segunda bebida mais consumida no mundo. Apesar de pesar o bolso, é difícil encontra alguém que tenha parado de consumir café. No entanto, algumas alternativas surgiram no mercado e acende alerta.
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Uma das “opções” que apareceram foi o “café fake”. Com preço menos salgado nas prateleiras de supermercados o produto com embalagens quase idênticas enganam vários consumidores. A diferença é que o “fake” descreve em letra miúdas como “bebida sabor café”.
Composição: o que tem no “café fake”?
Em fevereiro, quando surgiu o produto, o presidente da Associação Brasileira da Indústria do Café (ABIC), Pavel Cardoso, já havia destacado que “café fake” é tudo aquilo que não é café.

‘Todo esse resíduo, que na verdade é descartado, a mucilagem e toda essa casca que seca é popularmente conhecido como palha melosa, é impureza. E o café fake tem 100% de impureza. Ali se tem cascas, pedras, paus, sedimentos, com alguma algum produto químico que dá o sabor do café. Esse sabor café é artificial, não há uma categoria para esse produto’, esclarece o presidente.
O que contém o “lixo” das lavouras, com agravante de cancerígenos
Segundo o que foi divulgado na última quarta-feira pelo diretor do Mapa, Hugo Caruso, a análise feita pelo Ministério observou que o café fake é composto de cascas de grão e o que não presta nas plantações, que foi considerado como sendo o “lixo” da lavoura, como grãos ardidos, defeituosos, que são dispensados no processo de produção de café, além de toxina cancerígena.

Do fruto do café, a semente, nada tinha. Pelo que foi informado por Caruso, esse tipo de produto não pode ser considerado como sendo alimento. “Recolhemos (dos supermercados) porque a matéria era toda feita de resíduo, só lixo”, disse Caruso à imprensa. E acrescentou que o “lixo” vai ser encaminhado à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para fazer uma análise.
Os grupos criminosos que comercializam esse tipo de “lixo”, de acordo com a Abic, promovem uma concorrência desleal com o café verdadeiro. Em janeiro deste ano um pacote de café fake com 500 gramas estava sendo vendido por R$ 13,99, menos de um terço da mesma quantidade de café de verdade. Para enganar o consumidor, a embalagem do produto falsificado vem com foto de xícara de café e até com grãos do produto que ele não tem em seu conteúdo, com a frase “”pó sabor café”.
“Melissa” tenta enganar o consumidor com marca famosa e conceituada que tem nome semelhante
Outra marca de produto falsificado, que, para tentar enganar o consumidor, adotou o nome Melissa, onde o consumidor menos atento imagina que está adquirindo a conceituada e tradicional marca Melitta. Para não ser enganado, sempre que o consumidor for comprar café, deve olhar com atenção a embalagem na parte frontal e atrás e ver se contém o selo de qualidade da Abic. Se não tiver, é café sem ter tido a sua apwrovaçãol de exceleência e não deve ser comprado.

Ainda em fevereiro deste ano, a nutricionista do programa de Alimentação Saudável e Sustentável do Instituto de Defesa de Consumidores (Idec), Mariana Ribeiro, fez o seguinte comentário sobre o café fake: “O problema desses produtos é que eles utilizam no rótulo elementos visuais dando a entender que se trata de café, quando, na verdade, o que tem dentro da embalagem é outro componente.”
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