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Golpe de R$ 2,1 milhões: Câmara de Pirassununga abre CEI para investigar caso sofrido pela prefeitura

Créditos da imagem: © Toni Oliveira/jornal O Movimento

Uma  CEI (Comissão Especial de Inquérito) foi protocolada na Câmara Municipal de Pirassununga na e aprovada na noite desta  segunda-feira (31). O caso ganhou repercussão após a publicação da imprensa local e  os vereadores decidiram pela abertura da CEI, durante sessão ordinária.

A Comissão vai investigar o golpe de R$ 2,181 milhões sofrido pela Prefeitura. Segundo apurou o jornal O Movimento, o município havia realizado transferências a uma conta falsa aberta no nome da gestora dos cartões de vale-alimentação, após receber um e-mail de um golpista se passando pela empresa.

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Os supostos golpistas teriam aberto uma conta no Banco Rendimentos, em nome da empresa gestora e comunicado por e-mail a prefeitura sobre a mudança e em sequência, após receber o pagamento, teriam enviado novo email informando que os posteriores deveriam ser efetuados na conta que já é de conhecimento da municipalidade.

Os trabalhos da comissão tem prazo de conclusão de 120 dias, e prorrogáveis por mais 60 dias se houver aprovação em plenário.

Liminar

Na segunda-feira (31) uma liminar foi concedida , após uma negativa do juiz Jorge Corte Júnior, da 3ª Vara de Pirassununga e bloqueou os R$ 2,18 milhões de banco usado em golpe contra a Prefeitura. 

Na decisão anterior, o magistrado apontou falta de provas juntadas à petição, como os e-mails usados por golpista, problema que foi corrigido pelos advogados da gestão local.

Cronologia do golpe

Em 3 de fevereiro, a Seção de Tesouraria da Prefeitura de Pirassununga recebeu um e-mail no qual constava como remetente a gestora de cartões, informando a mudança de conta bancária para recebimento dos valores a serem pagos em créditos de vale-alimentação.

Em outra comunicação, em 5 de fevereiro, a empresa solicitou o envio de comprovante de pagamento após o primeiro pagamento.

Em 12 de fevereiro, a empresa pediu à gestão a retomada dos pagamentos no banco original, reiterando que os pagamentos fossem direcionados a ele.

Três dias depois – e 12 após o primeiro e-mail, a Prefeitura descobriu a fraude e um boletim de ocorrência foi elaborado sobre o golpe.

No documento, a Prefeitura apontou que o banco foi corresponsável, uma vez que permitiu a abertura de conta sem verificação real da veracidade das informações repassadas pelo golpista. Os dados da própria gestora de cartões foram usados para a abertura de conta de pagamentos, sem o conhecimento da empresa.

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Redação

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