Créditos da imagem: Toni Oliveira/jornal O Movimento
Por Agência O Movimento — A Escola Estadual Paulo de Barros Ferraz, em Pirassununga (SP), iniciou nesta segunda-feira (2) o ano letivo dentro do modelo cívico-militar, implantado pelo Governo do Estado de São Paulo após uma série de polêmicas, ações judiciais e adiamentos.
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A unidade está entre as 100 escolas estaduais que passaram a adotar o novo formato nesta primeira fase do programa, que atende 89 municípios paulistas.
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O modelo combina a atuação de policiais militares, responsáveis pela disciplina, segurança e atividades extracurriculares, e de professores e gestores, que seguem à frente do conteúdo pedagógico, conforme as diretrizes do Currículo Paulista.
Apesar do início oficial, os alunos começaram o ano letivo sem uniforme. Segundo a Secretaria da Educação do Estado, a licitação para compra das peças ainda está em fase de finalização, sem previsão para a entrega.
Nesta primeira etapa, o governo estadual contratou 208 policiais militares, que atuam como monitores e passam por avaliações periódicas. O programa prevê gasto de R$ 7,2 milhões com esses profissionais.
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A implantação ocorre após o Supremo Tribunal Federal (STF) autorizar a retomada do programa, que havia sido suspenso por cerca de cinco meses em 2024, após decisão do Tribunal de Justiça de São Paulo. O modelo é alvo de críticas de entidades e órgãos como o Ministério Público Federal, que questionam sua compatibilidade com a legislação educacional.
A Secretaria da Educação afirma que o foco das escolas cívico-militares permanece no aprendizado, e que não há criação de disciplina específica de civismo. A proibição do uso de celulares em sala de aula, em vigor desde 2025, também segue válida.
Ex-vereador comenta implantação e destaca atuação do deputado Tenente Coimbra
Em entrevista ao Jornal O Movimento, o ex-vereador Vitor Naressi de Pirassununga afirmou que acompanhou e defendeu a implantação do modelo de escola cívico-militar ainda durante seu mandato e destacou a atuação do deputado estadual Tenente Coimbra (PL) na viabilização do projeto no estado de São Paulo.
Segundo o ex-parlamentar, a chegada do modelo à cidade é resultado de uma luta política e institucional, conduzida ao longo dos últimos anos, envolvendo lideranças locais e estaduais.
“Foi uma luta travada na cidade e no Estado para que esse projeto se tornasse realidade. O deputado Tenente Coimbra teve um papel importante nesse processo. A escola cívico-militar contribui para a disciplina, o respeito e para um ambiente mais organizado, sem interferir no trabalho pedagógico dos professores”, afirmou.
Ainda de acordo com o ex-vereador, a implantação representa um avanço para o município e deve ser analisada a partir dos resultados educacionais que serão observados ao longo dos próximos anos.
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✍️ Reportagem: Jornalista Toni Oliveira
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