Créditos da imagem: Toni Oliveira/jornl O Movimento
Por Agência O Movimento — Chegou o fim de uma era nas ruas brasileiras. Os tradicionais telefones públicos, popularmente conhecidos como orelhões, começaram a ser retirados de todo o país. Em Pirassununga (SP), dezenas desses equipamentos ainda resistem e funcionam como um retrato vivo de um tempo em que eles eram essenciais para a comunicação cotidiana.
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Segundo a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), ainda existem cerca de 38 mil telefones públicos espalhados pelo Brasil, mas todos estão em processo de desativação. A retirada ocorre porque a concessão do serviço de telefonia fixa chegou ao fim, encerrando a obrigação legal das operadoras em manter os aparelhos em funcionamento.
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As empresas responsáveis — Algar, Claro, Oi, Sercomtel e Telefônica — firmaram os contratos em 1998, com validade encerrada em dezembro de 2025. Com isso, os equipamentos deixaram de fazer parte das exigências regulatórias do setor.
Mudança de foco nos investimentos
Com a desativação dos orelhões, a Anatel determinou que as operadoras redirecionem os recursos antes destinados à manutenção do serviço para investimentos em banda larga e telefonia móvel, tecnologias que hoje concentram a maior parte da demanda da população.
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Levantamento do Jornal O Movimento, com dados divulgados pela Anatel, aponta que Pirassununga ainda possuía 39 aparelhos ativos em dezembro do ano passado. A retirada será feita de forma gradual, a partir deste mês de janeiro.
Apesar disso, os orelhões não desaparecerão completamente de imediato. A agência reguladora definiu que eles permanecerão apenas em localidades sem cobertura de rede celular, pelo menos até 2028.
Equipamento que marcou gerações
Introduzidos no Brasil em 1972, os orelhões têm um design icônico criado pela arquiteta Chu Ming Silveira, chinesa radicada no país. Em seu auge, a rede chegou a contar com mais de 1,5 milhão de terminais, espalhados por cidades de todos os portes.
Por décadas, especialmente entre os anos 1970 e o início dos anos 2000, os telefones públicos foram indispensáveis para milhões de brasileiros, simbolizando uma era em que a comunicação dependia de fichas, cartões e longas filas nas calçadas. Hoje, tornam-se parte da memória urbana e da história das telecomunicações no país.
✍️ Reportagem: Jornalista Toni Oliveira
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