Créditos da imagem: Imagem cedida ao jornal O Movimento
Por Agência O Movimento – Um furto de aproximadamente 500 metros de cabos de energia elétrica paralisou a Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) de Pirassununga (SP), localizada no bairro rural Laranja Azeda. Com a interrupção, 100% do esgoto doméstico da cidade passou a ser despejado sem tratamento adequado em um córrego que deságua no Rio Mogi Guaçu.
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Segundo o boletim de ocorrência, o crime ocorreu entre a noite de terça-feira (2) e a madrugada de quarta-feira (3). Um funcionário do Serviço de Água e Esgoto de Pirassununga (Saep) percebeu que os equipamentos da estação haviam parado de funcionar. O gerador de emergência, que deveria ter sido acionado, também estava inoperante.
Uma vistoria apontou que sete caixas de alvenaria foram violadas e toda a fiação elétrica havia sido furtada.
Alerta às cidades vizinhas
Com a paralisação do sistema, um alerta foi emitido para municípios que captam água do Rio Mogi Guaçu, como Porto Ferreira (SP), para que intensifiquem o tratamento e assegurem a potabilidade da água.
O que diz o Saep
Em nota enviada ao jornal O Movimento, o superintendente do Saep, Pedro Nunes, informou que a equipe de manutenção foi acionada imediatamente e atua de forma emergencial para restabelecer o funcionamento da estação.
“Já foram mapeados os cabos danificados e furtados, assim como o levantamento de custos e posterior solicitação de três orçamentos junto a empresas especializadas, visando à contratação emergencial do serviço de reposição, que será realizado entre hoje e amanhã”, afirmou Nunes.
O Saep destacou ainda que medidas de segurança estão sendo projetadas para evitar novos furtos e que todos os órgãos ambientais competentes, como a Cetesb, foram notificados.
O superintendente explicou que, no momento, a ETE Laranja Azeda encontra-se temporariamente inativa, sem realizar o tratamento de efluentes.
“Quando me refiro à palavra efluente, é efluente sanitário, ou seja, composto não só de matéria orgânica de origem residencial (o popular esgoto), mas de água e resquícios de produtos químicos padrões utilizados na operação de tratamento”, esclareceu.
Nunes também reforçou que o esgoto não é lançado diretamente no Rio Mogi Guaçu, mas sim no córrego Laranja Azeda, que tem ligação com o rio.
Tratamento comprometido
Com a estação desativada, todo o processo de purificação — que inclui trituração, decomposição biológica, precipitação de lodo, desinfecção, pós-tratamento e despejo do efluente tratado no córrego — ficou comprometido.
A Polícia Civil investiga o furto.
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