Créditos da imagem: Embrapa/divulgação
Por Agência O Movimento – Interior de SP, 14 de junho de 2025 – Mesmo com a queda expressiva nos preços do arroz e do feijão nos últimos meses, o consumo desses alimentos básicos teve redução em Pirassununga. Os dados mais recentes do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) apontam que o feijão carioca acumula uma redução superior a 15%, enquanto o arroz teve queda de mais de 10% no primeiro semestre de 2025. Ainda assim, supermercados e comerciantes locais relatam vendas mais baixas em comparação com o mesmo período do ano passado.
Segundo especialistas, a queda no consumo não está relacionada apenas ao preço, mas sim a uma combinação de fatores socioeconômicos. A principal explicação está no comprometimento do poder de compra da população, especialmente das famílias de baixa renda. Embora os preços dos alimentos tenham recuado, outros itens essenciais como energia, aluguel e transporte continuam pesando no orçamento, obrigando muitos consumidores a reduzirem até mesmo na alimentação básica.
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Além disso, nutricionistas e economistas observam uma mudança nos hábitos alimentares, com aumento no consumo de alimentos ultraprocessados, que muitas vezes aparentam ser mais práticos ou mais baratos no curto prazo. “Mesmo com o arroz e o feijão mais acessíveis, muitas famílias estão optando por produtos industrializados que exigem menos preparo, embora sejam menos nutritivos”, explica a nutricionista Ana Paula Martins.
Outro fator que contribui para a redução é a insegurança alimentar. Dados do IBGE indicam que milhões de brasileiros ainda enfrentam algum nível de dificuldade para garantir alimentação suficiente, mesmo com a inflação em desaceleração.
Em Pirassununga, comerciantes confirmam a tendência. “Antes vendíamos pacotes de 5 kg com regularidade. Hoje, os clientes preferem pacotes menores ou fracionados, mesmo com o preço mais em conta”, relata o gerente de um supermercado da zona norte.
A situação revela uma contradição preocupante: mesmo quando os preços melhoram, parte da população continua sem acesso pleno à alimentação básica. Especialistas alertam para a necessidade de políticas públicas que promovam segurança alimentar e recuperação do poder de compra.
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