Aplicativo da Uber exigirá que motoristas e entregadores do Eats usem proteção facial; passageiro sem máscara poderá ser banido


Prevenção: motoristas de aplicativos tem que usar máscaras para diminuir a chance de contágio do coronavírus (simon2579/Getty Images)
A Uber anunciou nesta quarta-feira (13) que vai exigir que todos os motoristas e passageiros usem máscaras durante as corridas em diversos países, como Brasil, Estados Unidos, Canadá, Índia e maior parte da América Latina e da Europa a partir da próxima segunda-feira (18). Isso também será necessário para os passageiros e para os entregadores do Uber Eats; quem descumprir a regra poderá ser banido.



A Uber está anunciando uma experiência de "segunda primeira viagem" para usuários da plataforma nos EUA, Canadá, México, boa parte da Europa e vários outros países. A empresa diz que está se preparando para o "novo normal", à medida que espera uma retomada no volume de corridas; ela teve prejuízo de US$ 2,9 bilhões no primeiro trimestre.
passageiro vai selecionar um destino e escolher a modalidade; o UberX, UberBAG, Comfort e Uber Black recomendam no máximo 3 pessoas para que ninguém sente na frente. Antes de chamar o motorista, o app exibirá um aviso antes de cada viagem com estas cinco regras para o usuário:

  • não usar se estiver com sintomas de COVID-19;
  • usar máscara ou outra proteção facial;
  • limpar as mãos antes e depois da viagem;
  • sentar no banco de trás;
  • abrir a janela se possível.
Caso o motorista chegue ao destino e o passageiro não esteja usando máscara, ele poderá optar por cancelar a corrida ou dar uma nota baixa, justificando que o usuário não estava usando proteção facial. E se o motorista remover a proteção facial durante a corrida, ele pode receber nota baixa; o app permitirá dar a justificativa "não estava usando máscara". Em caso de violações recorrentes, o parceiro pode ser banido da Uber.



Motorista terá que comprovar uso de máscara

Motorista precisará usar máscara em sistema de identificação antes de começar a usar o aplicativo. — Foto: Divulgação/Uber
Por sua vez, o app Uber Driver exigirá que o motorista confirme uma série de medidas de proteção antes de ficar online para receber viagens: a primeira delas é tirar uma selfie para mostrar que está usando máscara.

O app consegue detectar se o motorista não estiver de máscara, e não o libera para realizar viagens. Isso é separado do Real-Time ID Check: trata-se de uma tecnologia diferente que não processa dados biométricos.

Se ele estiver usando proteção facial, ainda terá que aceitar mais três itens: não vai dirigir se tiver sintomas de COVID-19; desinfectou o veículo hoje; e lava as mãos regularmente.

Ao iniciar uma corrida, o motorista recebe um lembrete de que o passageiro também precisa seguir determinadas regras. É possível cancelar a viagem sem multa se o usuário estiver sem máscara no ponto de partida; ou dar nota baixa se ele tirar a proteção facial dentro do carro — o app terá essa opção para justificar um feedback de 4 estrelas ou menos.

Quem trabalha pelo Uber Eats terá que passar pelo mesmo checklist do motorista. Os usuários poderão avaliar o entregador e avisar se ele estava sem máscara; e poderão reclamar se pedirem a "entrega sem contato" e isso não for respeitado.

Além disso, o entregador pode dar feedback sobre o restaurante: por exemplo, se o estabelecimento não respeitou o distanciamento social, ou se não permitiu lavar as mãos.

Por sua vez, os restaurantes poderão exibir no app do Uber Eats as medidas de prevenção que forem adotadas, como higienização frequente das mãos, área separada de espera e limpeza de superfícies.

A Uber criou uma reserva de US$ 50 milhões para fornecer máscaras, lenços de desinfecção e outros recursos de limpeza aos motoristas e entregadores. Ela também vai inaugurar parcerias com a Clorox nos EUA e com a Unilever no Reino Unido a partir de junho.