Governador de SP disse que em fase inicial PM advertirá e orientará quem desrespeitar quarentena e que em segunda fase pessoas poderão ser penalizadas inclusive com prisão.


Crédito: Roberto Parizotti / RBA
Após anunciar a prorrogação da quarentena para conter o novo coronavírus, nesta última  segunda-feira (6), o governador João Doria (PSDB) afirmou que “nenhuma aglomeração, de nenhuma espécie, em cidade ou área do Estado de São Paulo será admitida”. O novo prazo para o fim da quarentena está previsto para 22 de abril.

De acordo com o governador a partir desta quarta-feira (8), a Polícia Militar de São Paulo está autorizada a agir para evitar aglomerações nas ruas, primeiro com advertência e orientação, e depois com medidas coercitivas com penas previstas em lei, inclusive prisão.



Doria acrescentou que “as guardas municipais  deverão agir e, se necessário, recorrer à Polícia Militar do Estado de São Paulo para que imediatamente possa haver a dissipação de qualquer movimento ou aglomeração”. Decisão foi publicada na terça-feira 7 no Diário Oficial.

A prorrogação da quarentena, que teve início no dia 24 de março e teria validade até esta terça-feira (7), foi determinada após os médicos e cientistas envolvidos no debate sobre as decisões contra a Covid-19 recomendarem o isolamento social por mais 15 dias. 


O decreto determina o fechamento do comércio e de todos os serviços não essenciais, como restaurantes e bares – que só podem funcionar por delivery. Já os estabelecimentos considerados essenciais – farmácias e supermercados – continuarão abertos.