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Com a grande procura por álcool gel e a falta desses produtos nos mercados e farmácias, uma enxurrada de receitas caseiras de como fabricar álcool gel estão circulando na internet. Algumas receitas sugerem o uso do álcool líquido concentrado com gelatina incolor, gel de cabelo, amido de milho ou outras substâncias.

O uso do álcool líquido concentrado pode causas riscos de acidentes, incêndios, queimaduras de grau elevado e irritação da pele e mucosas. As receitas caseiras não garantem a produção de álcool com a concentração adequada para a correta desinfecção da mão e isto é um grande perigo, pois pode levar as pessoas a confiarem em algo que não possui eficácia.

Dependendo dos produtos utilizados na fabricação do álcool gel caseiro ao invés de eliminar o vírus pode potencializar sua proliferação e infecção. Além das substâncias poderem causar irritação na pele. É importante esclarecer que o álcool gel vendido em farmácias são fabricados com substâncias que garantem a estabilidade e concentração adequada para matar o vírus.

Para se prevenir do coronavírus uma solução bastante eficaz é lavar as mãos com água e sabão. O vírus é extremamente sensível ao sabão e é uma forma eficaz de matar o vírus.

Além disso, a venda de álcool líquido em concentrações superiores a 54°GL (Gay-Lussac) é proibida pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) desde 2013, que considerou os riscos oferecidos à saúde pública decorrentes de acidentes por queimadura e ingestão. Para soluções com graduação acima de 54°GL, a norma permite a forma em gel.Da Redação Toni Oliveira /Jornal O Movimento com  Pfarma  É proibida a reprodução, total ou parcial, do conteúdo )