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Com 60% de adesão, vacinação de crianças e adolescentes é prorrogada

Queda da vacinação preocupa especialistas, devido ao risco de retorno de doenças erradicadas. © Marcelo Pereira/SECOM

O Governo de São Paulo prorrogou a Campanha de Multivacinação que terminaria nesta quarta-feira (15), feriado de Proclamação da República, até o dia 30 de novembro. O motivo é a baixa adesão aos imunizantes, que atingiu apenas 60% das crianças e adolescentes, diante da meta de ao menos 90%.

Os índices de vacinação têm apresentado queda desde 2016, última vez em que o país superou a marca de 90% de cobertura vacinal do público-alvo. De acordo com o Ministério da Saúde, a proteção nunca esteve tão baixa: em 2022, o percentual de vacinação foi de 72%.

A maior preocupação dos especialistas, diante deste retrocesso na vacinação brasileira – referência mundial – é o retorno de doenças erradicadas. Poliomielite, rubéola e difteria são algumas das doenças que podem ressurgir devido à baixa cobertura vacinal, segundo o Ministério da Saúde. 

Em 2016, por exemplo, o Brasil conquistou o certificado de eliminação do vírus do sarampo. Entretanto, em 2018 a doença voltou. Com mais de 10 mil casos confirmados na época, o país acabou perdendo a certificação.

“A prorrogação é essencial neste momento para que as pessoas possam continuar procurando os postos de saúde. Desta forma, o Estado segue reforçando a importância da vacinação para que possamos evitar o agravamento ou até mesmo o retorno de doenças erradicadas, como a poliomielite”, afirma a diretora do Centro de Vigilância Epidemiológica da SES-SP, Tatiana Lang.

Vacinas disponíveis: 

  • Poliomielite,
  • Meningocóccica C Conjugada,
  • Tríplice Viral (Sarampo, Caxumba e Rubéola),
  • Febre amarela, Pentavalente (difteria,
  • Tétano,
  • Coqueluche,
  • Hepatite B e doenças invasivas causadas pelo Haemophilus influenzae b),
  • HPV (entre 9 e 14 anos de idade),
  • BCG (tuberculose) e
  • Covid-19.

Como parte da campanha, os municípios recebem todo o apoio para oferecer as vacinas e fazer a checagem das carteiras de vacinação em escolas e outros locais de alta circulação ou em áreas rurais, além dos 5 mil pontos de vacinação já existentes no estado. A pasta de saúde estadual esclarece que cada município tem a sua própria estratégia e é responsável pela vacinação.

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