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Erro em rótulo contaminou petiscos que teriam matado cães, diz Ministério

Propilenoglicol com indicativo de padrão de qualidade para uso em alimentos — Foto: Bassar / Divulgação

Uma substância tóxica — o monoetilenoglicol — rotulada como um aditivo altamente usado para produção de alimentos — o propilenoglicol — foi o que causou a contaminação de petiscos caninos vendidos nacionalmente. Os alimentos são apontados como a causa da morte de mais de 50 cães. A conclusão é apresentada pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).

Segundo a pasta, “a incorreção desta identificação levou ao uso de produto extremamente tóxico na fabricação de petiscos, em quantidades muito acima das doses que são consideradas fatais”. O ministério também afirma que atua para retirar do mercado qualquer produto que possa prejudicar a saúde dos animais. 

Durante as investigações, o Ministério realizou cerca de 120 fiscalizações entre comerciantes, fabricantes e distribuidores. Nem todas as empresas fiscalizadas foram interditadas completamente. A interdição se deu apenas nos processos referentes aos produtos identificados com a contaminação por monoetilenoglicol.

Algumas empresas foram interditadas parcialmente, outras foram fiscalizadas para averiguação de informações. As interdições foram realizadas para que as empresas comprovassem que os alimentos produzidos eram seguros para o consumo animal, o que incluiu a apresentação de laudos de análise da matéria-prima, certificados de higienização de linhas de equipamentos, nova sistemática de qualificação de fornecedores e apresentação dos fornecedores qualificados.

Ao longo das investigações, o Mapa determinou o recolhimento de produtos de seis empresas produtoras dos petiscos:
  • Bassar Indústria E Comércio Ltdagoog_1895278066
  • Peppy Pet Industria E Comercio De Alimentos Para Animais Ltda
  • Upper Dog Comercial Ltda
  • Petitos Ind E Com De Alimentos Para Animais Ltda
  • Pets Mellon Indústria De Produtos Para Alimentacao Animal Ltda
  •  Fvo - Brasilia Indústria E Comércio De Alimentos Ltda
Na lista das fornecedoras de propilenoglicol para as produtoras de petiscos foram identificadas pelo Mapa cinco empresas:
  • Tecnoclean Insdutrial Ltda
  • A&D Química Comércio Eirelli
  • Atias Mihael Comércio De Produtos Químicos Ltda
  • Bella Donna Produtos Naturais Ltda
  • Saber Química Indústria E Comércio Ltd
Investigação 
Ao menos quatro empresas estão envolvidas na investigação. A Bassar Pet Food, que foi responsável pela venda dos produtos para cães que estavam intoxicados; a Tecnoclean, que repassou o propilenoglicol supostamente contaminado para a Bassar; a A&D Química, que teria vendido o produto para a Tecnoclean; e a Crystal Limp, que por sua vez, teria vendido o propilenoglicol para a A&D.

As policiais civil de Minas Gerais e São Paulo estão em compasso de espera, aguardando a conclusão de laudos periciais, para solucionar o caso das intoxicação dos petiscos para cães por monoetilenoglicol, substância tóxica e que, a exemplo do que ocorreu com a cerveja Belorizontina, da Backer, já havia causado mortes e contaminações na indústria alimentícia.
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