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Preço da gasolina e do diesel podem voltar a subir nos postos; entenda motivos

A gasolina, pode sofrer com um reajuste médio de R$ 0,32 por litro devido ao preço no mercado interno que estava 9% abaixo da cotação internacional. ©Marcelo Camargo/Agência Brasil

Na manhã desta sexta-feira (7/10), o preço do diesel vendido pela Petrobras nas refinarias às distribuidoras estava 11% abaixo das cotações no mercado internacional, segundo a Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis (Abicom). A defasagem justificaria um possível aumento no preço do combustível da estatal, elevação em média R$ 0,62 por litro, para alcançar a paridade com os preços internacionais.

Já a gasolina, pode sofrer com um reajuste médio de R$ 0,32 por litro devido ao preço no mercado interno que estava 9% abaixo da cotação internacional na manhã desta sexta, indicou a Abicom. Atualmente o preço do diesel da Petrobras vendido às distribuidoras é R$ 4,89 por litro, em média, enquanto o patamar da gasolina está em R$ 3,53 desde 1º de setembro.

Essas mudanças se explicam pela política adotada pela estatal, que usa o Preço de Paridade de Importação (PPI) como referência para os reajustes dos combustíveis. Este índice considera as variações do petróleo no mercado internacional, além da cotação do dólar.

Em ralação ao cenário de combustíveis no exterior, a tendência é que os preços continuem pressionados, já que o petróleo se encontra com uma oferta menor.

Pressão sobre a Petrobras
O último reajuste da gasolina anunciado pela Petrobras ocorreu há pouco mais de 1 mês (queda de 4,8% no preço nas refinarias) e o do diesel, há cerca de 2 semanas (redução de 4,1%).

Desde o final de junho, a estatal já reduziu 4 vezes o preço da gasolina e 3 o do diesel, devido à queda nos preços do petróleo. O barril da commodity, que chegou a ser negociado há meses por US$ 120, está sendo negociado por volta dos US$ 90 atualmente.

Membros da diretoria da Petrobras têm sido pressionados pelo governo Bolsonaro para que não haja reajustes nos preços dos combustíveis até o 2º turno da eleição, marcado para o dia 30. Mas analistas do setor já veem risco de que o preço do petróleo suba para a casa dos US$ 100 nos próximos dias.

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